A exclusão da Luta Olímpica das Olimpíadas. Qual a importância?

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É possivel dizer que eles não estão participando do evento?

O desporto é certamente um dos fatos sociais mais relevantes da humanidade. Para começarmos, podemos ressaltar o desporto como a forma mais difundida de lazer, seja como praticante, torcedor ou expectador.

A prática desportiva também é utilizada como uma forma de difusão cultural que abre espaço  a superação das diferenças entre povos e regiões do mundo. Sua importância no campo político é tamanha que entidades como a FIFA ou o COI possuem mais países filiados do que ao própria ONU.

A Palestina é um Estado que ainda não possui o reconhecimento total da ONU mas é reconhecido como seleção de futebol pela FIFA

Sarah Attar atleta da Arábia Saudita na disputa dos 800m rasos nas Olimpiadas de Londres 2012 consagrando o esporte como fator de integração mundial

Hoje, as Olimpíadas são o evento mais democrático do mundo. Utilizada também como um fator de integração social, no qual participam o rico, o pobre, o culto, o analfabeto, o cristão, o judeu, o muçulmano  o budista, o ateu, o asiático, o europeu, o africano, o americano. Uma linguagem universalmente compreendida, muitas vezes sem que seja necessário se pronunciar sequer uma palavra.

Embora possua esse poder, as manifestações desportivas a cada dia vem sendo mais contaminadas por questões alheias ao esporte. A imagem das conquistas, outrora exploradas por políticos e religiosos, hoje são vistas de modo lucrativo exploradas por patrocinadores.

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“Sangue, suor e lágrimas”

São vários os momentos marcantes, tantos personagens, casos de dor e superação. Um ideal de grandeza do esporte sobre a união entre os povos. A simples ideia da exclusão de uma das modalidades mais clássicas dos jogos olímpicos, presente em todas as suas edições nos leva a pensar e refletir sobre os ideais da prática esportiva. Os ideais que levaram o Barão Coubertin a restaurar os jogos olímpicos. Ele concordaria em excluir a Luta Olímpica dos jogos? Como será que seria a sua conduta para acabar com o patrimônio cultural de milhares de praticantes da modalidade espalhados pelo mundo?

Em abril de 1896 a revista Veja fez uma entrevista com Coubertin, sobre o legado que ele esperava deixar para o mundo quando realizou o evento moderno na Grécia. Vejamos uma reprodução sobre parte dessa entrevista:

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Coubertin: “As paixões mais nobres”

VEJA - Qual foi a intenção dos membros dos fundadores do Comitê Olímpico Internacional ao reviver uma instituição que esteve esquecida por tantos séculos?
Coubertin - O esporte está assumindo uma importância cada vez maior a cada ano, e o papel que desempenha parece ser tão importante e duradouro no mundo moderno quanto era na Antiguidade. Mais que isso, ele reaparece com novas características, é internacional e democrático, adequado, portanto, às idéias e necessidades dos dias de hoje. Mas hoje, como antes, seu efeito será benéfico ou maléfico de acordo com o uso que dele é feito, e da direção a que é encaminhado. O esporte pode trazer à baila tanto as paixões mais nobres quanto as mais rasas; pode desenvolver as qualidades de honra e altruísmo da mesma forma que a ganância; pode ser cavalheiresco ou corrupto, viril ou bestial; por último, pode ser usado para fortalecer a paz ou preparar para a guerra. Ora, nobreza de sentimentos, admiração pelas virtudes de altruísmo e honra, espírito cavalheiresco, energia viril e paz são as necessidades primárias de qualquer democracia moderna, seja ela republicana ou monárquica…”

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Coubertin não tinha dúvidas das paixões que pretendia despertar…

Esportistas, autoridades do mundo todo ainda estão perplexos diante tal anúncio. Procurando uma justificativa, tentando entender os motivos e interesses do COI. Vamos ver algumas imagens que o comitê olimpico pretende privar a grande plateia mundial de apreciar….

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Por Marcelo Alves

 

 


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